Adalgisa Uacunzo é uma empreendedora social, comunicadora e activista angolana de 27 anos, dedicada à promoção da igualdade de género e à protecção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas em Angola.
Formação e Trajectória Profissional
Técnica profissional de Comunicação Social, Adalgisa iniciou sua carreira na Vtv, a primeira televisão comunitária de Angola. Trabalhou como assessora de imprensa numa ONG, onde, um ano depois, foi promovida a Técnica de Campo, responsável por um município no projecto Kíua, voltado à protecção dos direitos sexuais de crianças e mulheres.
Atualmente é licencianda em Direito pela Universidade Metodista de Angola e atua como formadora autónoma, lecionando um curso transformador sobre técnicas de comunicação e apresentação oral em público — ajudando pessoas a superar a timidez e desbloquear seu potencial. Já trabalhou em redacção de jornal, prestou consultoria a projectos da administração pública e atuou como social media em diversas empresas do mercado angolano, incluindo como coordenadora de marketing na Oksana Média. Também integrou a equipa do Censo 2024 como assistente de campo.
Activismo e Liderança Social
Adalgisa é mentora do movimento social Team Mulher e Poder, voltado ao empoderamento de mulheres em diferentes áreas profissionais e na vida pessoal. É cofundadora da organização Kuzuela Muhatu e activista cívica pelos direitos de meninas e mulheres, tendo colaborado na resolução de diversos casos de agressão e violência contra mulheres. É reconhecida como líder comunitária pela YALI (Young African Leaders Initiative).
Em 2025, foi seleccionada pelo Instituto Elos, no Brasil, para o GSA (Gestão Social para o Ativismo/Aprendiz), um dos maiores programas internacionais de formação de lideranças. Como conta seu perfil no programa: “É uma expectativa de autocuidado e cuidado com todos nós, trabalhar juntos, colaborar, buscar conhecimento e novas estratégias para poder levar isso para minha comunidade e oferecer um cuidado maior, e aprender mais.”
O Projecto Kuzuela Muhatu
De volta a Angola após a formação em Santos (SP), Adalgisa deu continuidade ao projecto Kuzuela Muhatu em seu território. Em março de 2026, em parceria com a Sociedade Mineira do Luele e a Associação Ana Kunda, o projecto alcançou mais de 180 mulheres no Município do Cazenga, com ações voltadas à dignidade menstrual e à educação em saúde — hoje funcionando de forma própria em Luanda.
Visão
Movida pela própria experiência de vida, Adalgisa acredita que a transformação é possível mesmo diante de desafios sociais e culturais. Seu sonho é um mundo sem discriminação, preconceito ou racismo, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades e onde o respeito e o amor sejam a base das relações.